Archive for August, 2008
Watchmen
Acabei de assistir ao trailer de Watchmen, que deve ser lançado em amrço de 2009. É realmente um espetáculo, e resta esperar que o filme corresponda à s expectativas. Muito colabora para o impacto da montagem a canção The Beginning is the End, do Smashing Pumpkins…
Veja o trailer abaixo
No commentsNome Próprio
Ele é forte, visceral, perturbador, angustiante, sombrio, divertido, poético. Foi como percebi o fime do Murilo Salles, Nome Próprio, baseado em textos da blogueira Clarah Averbuck. Leandra Leal, além de linda e apaixonante no filme, dá uma densidade extraordinária a uma personangem que já é exagero e profundidade em todos os sentidos. Tudo nela é intensidade: a dor, a paixão, o texto. Muitas gente se choca com a falta de limites, as bebedeiras, as orgias da Camila do filme. Mas com toda sua loucura, ela põe em questão o estatuto da arte e do artista, que quero discutir no próximo post, evocando um outro ser estranho com quem também fiz contato recentemente; David Lynch…
3 commentsOs Fantasmas de Porto Alegre (Fantaspoa)
Resolvi reescrever inteiramente este post, que realmente estava muito xoxo. A banca do concurso da UFRGS teve um saldo curioso: dez dias em Porto Alegre com chuva constante, frio e escuridão. O clima, em alguns momentos angustiante, também me despertava um delicioso mood gótico, ideal para as experiências de estranheza. Formou-se, assim, um perfeito cenário urbano para o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, que procurei aproveitar ao máximo possÃvel. Com ingressos a apenas R$ 4,00 e um agradável (mas também irritante) sabor de amadorismo - as salas velhas e decadentes do Centro Cultural Mário Quintana, projetores multimÃdia sem foco -, tentei superar minhas experiências mais radicais de aficcionado. Assisti a 10 filmes:
1. Man from Earth
2. Postcards from the Future
3. After the Apocalipse
4. Tales of the Fourth Dimension
5. The Fourth Dimension
6. Mindflesh
7. Spine Tingler
8. Corroboree
9. Confederate States of America
10. Blood Tea and Red String
Gostei particularmente de Mindflesh, Corroboree e Blood Tea and Red Strings, este último uma animação em stop motion lembrando muito os trabalhos dos irmãos Quay. Também apreciei a ambiência visual e a labirÃntica narrativa de The Fourth Dimension. Mas os filmes que realmente guardei na memória foram documentários (um “fake”, um “sério”). Confederate States of America é um falso documentário sobre a história dos Estados Unidos da América, mas uma outra história: ele imagina uma situação em que os confederados tivessem ganho a guerra civil e a escravidão fosse praticada por aquelas terras até hoje. Irônico e inteligente, é uma crÃtica ácida ao preconceito racial e ao fundamentalismo religioso que mancham o passado (e certamente, ainda, o presente) dos EUA. Spine Tingler narra a trajetória do divertido e genial William Castle, o mitológico diretor de filmes B dos anos 50, que fez pérolas como The Tingler e produziu o clássico de Polanski, “O Bebê de Rosemary”. Com suas estartégias mercadológicas e sua utilização de recursos “multimidiáticos” nas exibições de seus filmes, castle estava muito à frente do seu tempo.  Acima fiz uma leve crÃtica ao amadorismo do festival, mas na verdade tenho de reconhecer que este é um de seus elementos que mais me atrai. Isso sem falar no fascinante exercÃcio de observação etnográfica do peculiar tipo de público que atrai. Raridade e estranheza sempre me fascinaram, e é isso que me interessa em fenômenos culturais como o do Fantaspoa. Só posso admirar os organizadores de tão difÃcil e corajosa empreitada. Esse tipo de fenômeno cultural tem despertado cada vez mais minha atenção, e por isso multiplico minhas leituras de textos sobre o cinema “cult” e “trash”. É realmente um público único, capaz de consumir produtos situados nas esferas mais extremas da vida cultural, do mais massivo ao mais erudito, digamos. É com esse espÃrito que estou lendo Sleaze Artists, excelente coletânea editada por Jeffey Sconce e recomendada pela querida Simulation. Abaixo, o cartaz de Corroboree, estranhÃssimo filme de Ben Hackworth, de imagerie poderosa (mas muito prejudicada pela qualidade da projeção) e narrativa elÃptica.
