Archive for the 'Uncategorized' Category

Fantasy Filmfest - Berlim

August 22nd, 2010 | Category: Uncategorized

O Fantasy Fimfest de Berlim termina na próxima quarta-feira, dia 25, e só me arrependo de não ter podido assistir a mais filmes. O evento superou minhas expectativas, e é algo emocionante ver um público enorme fazendo fila para ver esse tipo de filmes - que no Brasil teriam uma audiência de apenas uns 40 nerds hard-core. O Festival, com o divertido slogan “Fear Good Movies”, ocupou dois cinemas luxuosíssimos daqui de Belim: o Cinemax e o impressionante Cinestar Sony Center. Ambos localizados em Potsdamer Platz e ambos extremamente confortáveis e modernos. Mas é preciso que se tire alguns pontos pela organização do evento e pela (falta de) educação do público alemão, que não sabe respeitar filas. Mesmo chegando com meia-hora de antecedência, e em salas enormes, a confusão que se armava do lado de fora do cinema (e o grande público) dificultaram encontrar bons lugares. Fora isso não tenho outras queixas, e afirmo sem hesitação que foi um dos melhores e mais bacanas fesitvais de cinema de que já participei. Seria algo como o Fantaspoa, só que ampliado umas dez vezes e com infra-estrutura de última geração. E os filmes? Espetaculares! Tive várias gratas surpresas neste festival, inclusive a oportunidade de ouvir o diretor do excelente “Monsters”, que conversou com o público após a exibição de seu filme (na verdade, foi a estréia mundial da obra). Acho que foram quase 100 filmes ao todo, dos quais eu consegui assistir apenas um punhado. Seguem os comentários sobre o que vi.

Solomon Kane - Pouco a dizer. Muita expectativa e pouco resultado. Linear, recheado de clichês e visualmente pouco inventivo. Foi entertaining, mas numa escala de 0 a 10, mesmo para apreciadores do gênero, valeria no máximo 7,5.

Monsters - Trabalho interessantíssimo do novato Gareth Edwards. Baixíssimo budget, mas cenografia excelente, atuações convincentes, boa concepção visual e sonoplastia espetacular. Na linha de District 9, Monsters encena competentemente a alegoria da exclusão e da marginalidade (econômica, racial etc.) através das figuras monstruosas e alienígenas. Apesar de seus temas e cenários sombrios, Monsters acaba sendo um filme bonito, ainda que em alguns momentos descambe para clichês tradicionais e um romantismo barato. Como espectador, tenho que destacar a cena final, que me deu uma sensação de envolvimento cinematográfico como há muito tempo não sentia. Um bônus foi a presença do diretor, que deu uma entrevista divertida e inteligente, descrevendo o processo de produção e filmagem. O uso de poucos atores profissionais (apenas os dois protagonistas, na verdade) empresta ao filme, surpreendentemente, um caráter extremamente realista. Os monstros são convincentes e conseguem combinam com perfeição sensações de temor e deslumbramento. Um filme a que eu assistiria novamente.

The Wild Hunt - O Canadá chegou nesse festival com várias surpresas interessantes. The Wild Hunt, com sua mescla (bem sucedida) de comédia, drama e horror me impressionou profundamente. Um grande filme, com enredo originalíssimo e ótima cinematografia. A combinação da extrema violência de alguns momentos com o tom cômico de outros me deixou profundamente perturbado. Pode-se dizer tudo de Wild Hunt, mas não se pode negar que é um filme diferente e instigante.

Get Shorty - A compilação de curtas foi uma das melhores coisas do festival. Todos, com altos e baixos, são muito bacanas, e me arrependi de não ter comprado o DVD no início da sessão (pois depois o stand de vendas desapareceu). The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon eu já tinha visto no YouTube e me escangalhado de rir. Contudo, foi a primeira vez que vi o divertido He Dies at the End e o curioso Oma Rennt. Vale destacar a pequena pérola australiana I Love Sarah Jane, sobre o menininho que, num território devastado por zumbis, tem uma paixonite pela bela Sarah Jane. Genial! O japonês Shinda Gaijin também é uma preciosidade da ironia e do humor negro. Esses japoneses sabem pirar mesmo. De onde mais poderia vir essa história de uma japonesinha que todas as noites encontra o mesmo cadáver pelado no seu banheiro e todas as noites tem que dar cabo dele de maneiras diferentes? Isso até que um dia ele já não está mais lá…E ela percebe como irá sentir falta de ter de se desembaraçar de seu incômodo defunto! Mas o mais impressionante (e belo) curta da mostra é, sem dúvida, o polonês The Kinematograph, uma animação que levou o público a aplaudir de pé…

Suck - Não poderia ter feito melhor escolha para fechar minha experiência no festival (ou será que consigo ver ainda mais algum?). Esse inteligentíssimo filme canadense sobre uma banda de rock em que os membros vão sendo transformados em vampiros me fez rir do começo ao fim. Fazia tempo que não assistia uma sátira tão esperta e divertida do vapirismo. E como bônus a trilha sonora e as aparições de Malcom MacDowell, Iggy Pop e Alice Cooper, além da beleza estonteante de Jessica Paré. Uma vampira para a qual muito marmanjo adoraria esticar o pescoço.

Infelizmente, perdi o filme de Gaspar Noé, Into the Void, mas por boas razões. Outros filmes que provavelmente valeria a pena ter assistido são Tetsuo, the Bullet Man, Exquisite Corpse, We are what we are, Tony, The Killer Inside Me (último do Michael Winterbottom), Hidden e Four Lions. Vamos ver se ainda consigo pegar algum.

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O Inferno é um Clube de Veraneio para Spammers

August 16th, 2010 | Category: Uncategorized

Pensei em fazer uma classificação ou tipologia da imbecilidade, e achei que um bom lugar para começar seria com os imecis que repassam spams. Se existe um inferno da idiotia, esses merecem um lugarzinho especial lá. Falo de gente que repassa toda espécie de email idiota, como, por exemplo, “o que acontece com seu corpo quando você bebe refrigerante”. Essa espécie de spammer deveria ser condenado às fossas do Maleboge, mas apenas depois de ficar uns 500 anos pendurado de cabeça para baixo no bosque dos suicidas (as referências vêm, naturalmente, do plano do inferno dantesco). Afinal, trata-se de uma imbecilidade composta, articulada em duas partes: primeiro, o cara é cretino por usar seu tempo “livre” para entulhar as caixas de email dos outros; segundo, é um energúmeno por não possuir o mínimo de senso crítico capaz de lhe permitir avaliar a veracidade de uma informação. Ora, quem em seu perfeito juízo seria capaz de dar crédito a um email afirmando que a diferença entre a margarina e o plástico seria de apenas uma molécula? Mas eles existem, sim. Estão por aí, os infelizes! Tem uma que vive me enviando essas besteiras, mas eu já programei o gmail para direcionar suas asneiras diretamente para a lata de lixo. Existem dois tipos desses spams imbecis que me irritam particularmente: o primeiro é aquele subscrito por algum “especialista” com conselhos sobre saúde. Por exemplo, um tal Dr. Icaro, da Uniceub que curou uma mulher de enxaqueca recomendando que bebesse mais água. E ainda tem um *** que se dispõe a perder tempo preprando um Powerpoint terrivelmente brega para apresentar os incríveis benefícios da ingestão da água. Ok, I don’t give a flying fuck sobre os problemas gerados pelo leite ou as benesses de saber respirar bem (ainda que tudo isso fosse verdade, o que na maioria dos casos não é). Mas esses spams ainda me irritam menos que o outro tipo, os Powerpoints que vem sempre acompanhados da palavra “lindo!” (com exclamação, claro). Essa semana recebi um com três pontos de exclamação: “os canais de Amsterdam -com som. Lindo!!!” (man, you can’t get more gay than that!!!!!!!!). É, eu já vi os canais de Amsterdam e eles são bonitos mesmo, mas não preciso de um PP mal feito para me dizer isso. O sujeito que além de reenviar spam ainda prepara PPs bregas merecaria ainda outro estágio no inferno, sendo esfolado vivo três vezes ao dia. Hoje eu recebi um que falava sobre a beleza de acordar (acordar: veja como é lindo). Começa sempre com uma musiquinha trash, um sonzinho de pianola eletrônica, e depois vem uma sucessão de fotos com crianças bochechudas, paisagens bucólicas e letinhas que atravessam a tela. Sim, os caras que repassam essas mensagens me fazem duvidar seriamente do futuro da espécie humana. Talvez seja hora de criar um PP intulado: “as mensagens de email mais imbecis e os idiotas que acreditam nelas - lindo!!!” Por essas e outras, sempre repito: “morte aos spammers e tortura chinesa (seguida por morte) para os criadores de PPs”.

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Central Kino

August 03rd, 2010 | Category: Uncategorized

image1243660152.jpgTirei esta aqui dentro do Central Kino, próximo a Hackesher Markt, na Rosenthalter St. 39. Bem escondido, bem alternativo, belamente sucateado, o Central Kino faz a alegria dos amantes do cinema. O filme a que assisti, Mr. Nobody (Jaco van Dommael, 2009), também é maravilhoso. Nada melhor para fazer em Berlim num dia chuvoso. Ainda mais se acompanhado de uma Currywurst!

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O Dia em que Critiquei Andrew Keen no Twitter…

April 12th, 2010 | Category: Uncategorized

Semana passada, na falta de algo melhor para fazer, decidi escrever (em inglês) algumas observações sobre gente que sigo no Twitter.  Comecei explicando que me interessa acompanhar o que acontece nos extremos do espectro do pensamento sobre as novas mídias, daí a razão de acompanhar Pierre Lévy e Andrew Keen.  Como manda a netiqueta, fiz algumas críticas à superficialidade das abordagens de Keen, mas sem colocar a “@” na frente de seu nome (a frase era apenas uma impressão de leitura e sem qualquer intenção de provocar polêmica com o autor do livro).  Contudo, qual não foi minha surpresa ao receber uma resposta do conhecido detrator da cibercultura, que provavelmente acompanha qualquer referência a seu nome nos domínios do Twitter.  No fim das contas, gostei da atitude do Keen.  Mostrou-se democrático e com espírito esportivo, o que mitiga bastante a má impressão que tive ao ler sua obra.  É um sujeito inteligente e de grande verve.  Se fosse brasileiro, diria que é um representante da nossa antiga (mas ainda muito viva) tradição polemista.  Mas por que diachos ele tem que ser tão moralista?

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NY - D2

December 29th, 2009 | Category: Uncategorized

image1982879150.jpgApós o fracasso da mostra sobre Tim Burton no MOMA (estava sold out), fiquei passeando na 5th Avenue e na Times Square. Depois, seguindo indicações do concierge do hotel (bad idea), fui ver a estátua da Liberdade. Atravessei a Brooklin Bridge a pé, mas não achei o ferry para a estátua. O frio estava insuportável, comecei a passar mal (e já peguei mais frio em Chicago, mas nunca me senti como hoje). Queria ir a Williansburg a pé, mas vi que seria andar muito e estava passando em partes suspeitíssimas do Brooklyn. Acabei num ônibus, totalmente perdido, saltei numa estação do subway e voltei. Fiquei andando então por little Italy e comi um canoli pela primeira vez. Bom, mas muito doce. Daí fui andando pelo Soho e parei numa loja de uma empresa japonesa que está fazendo o maior sucesso aqui: Muji. Cena típica dos tempos hipermodernos: loja japonesa em nova Iorque tocando chorinho. Comprei um pulôver e voltei para o hotel. Cansei. Volto daqui a pouco de trem para Philli. Hoje eu realmente virei um picolé.

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NY - D1

December 29th, 2009 | Category: Uncategorized
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Hoje comecei o dia chegando em NY na Penn Station e caminhando até a Strand (828 Broadway). A Strand é uma das maiores livrarias/sebos de Nova Iorque. Como diria a Mirian, é o paraíso dos intelectuais sebentos. São pilhas e pilhas de livros em três andares enormes. Ao lado, fica a Forbidden Planet, maravilhosa loja de comic books. Em seguida, comi uma pizza e fiquei andando pelo east village, passei no hotel, deixei os livros e voltei ao Village para jantar. Dei uma passada na Kim’s video (esta, o paraíso dos amantes de cinema) e comi comida ulcraniana mo famoso Veselka. Finalmente, segui para Williansburg (no Brooklyn), bairro com perfil parecido ao de Santa Teresa. Lá se encontra a Beacon’s closet, o maior brechó de roupas de NY (88 N 11th street). Além do Beacon’s, agora existe também o Peachfrog (136 N 10th street), roupas importadas da Europa, mas vendidas como ponta de estoque. Acima, mais uma foto do Pod Hotel.

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Pod hotel

December 29th, 2009 | Category: Uncategorized
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Em minha breve aventura de passar dois dias e uma noite em Nova Iorque (vindo de trem de Philadelphia), peguei um quartinho no Pod hotel, um dos mais baratos e bem localizados aqui (upper east side de Manhattan). O quarto é minúsculo, o banheiro é do lado de fora e coletivo, mas mesmo assim a diária saiu a U$ 100,00 - para se ter uma idéia de como NY é cara! Acima, uma fotinho do quarto. O Pod fica na east 51st street, número 230. Ele é metido a moderninho e tem tudo a ver com quem curte iPods.

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An American Family (III)

December 25th, 2009 | Category: Uncategorized

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An American Family (II)

December 25th, 2009 | Category: Uncategorized

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An American Family (I)

December 25th, 2009 | Category: Uncategorized

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